Polineuropatia axonal desmielinizante inflamatória crónica.
Eu sou portador dessa patologia com o nome complicado, do mesmo jeito que é o tratamento, sou portador "vencedor", há 14 anos, estou sem andar há 3 anos, todos os dias sigo matando um leão por dia com o sorriso no rosto sem pensar em desistir!! Esse texto não é uma reclamação e nem serve pra ser um tipo de vitimização, e sim para dizer para todos que se estiver difícil lute, se estiver mais que difícil lute em dobro!
Enfrente os momentos de adversidades com fé, você irá vencer e ficar ainda mais forte.
Tenha sempre o pensamento positivo.
Lutar sempre desistir jamais!!
Enfrente os momentos de adversidades com fé, você irá vencer e ficar ainda mais forte.
Tenha sempre o pensamento positivo.
Lutar sempre desistir jamais!!
Oque é polineuropatia axonal desmielinizante inflamatória crónica?
É uma neuropatia adquirida do sistema nervoso periférico. A incidência e a prevalência da patologia são baixas. Esta surge mais frequentemente em adultos e apresenta uma ligeira predileção pelo sexo masculino. A sua etiologia encontra-se pouco esclarecida, estando descritas inúmeras teorias acerca da origem dos mecanismos imunes, que cursam com envolvimento dos linfócitos B e T e culminam em desmielinização nervosa e resposta celular inflamatória. As manifestações clínicas caracterizam-se por fraqueza simétrica dos músculos proximais e distais, associada a comprometimento sensorial, num período igual ou superior a oito semanas. Poderá encontrar-se diminuição ou ausência dos reflexos tendinosos profundos e, raramente, envolvimento dos nervos cranianos. Encontram-se descritas diversas variantes clínicas da doença. O diagnóstico da patologia baseia-se na avaliação clínica do paciente e na realização de exames eletrofisiológicos, que revelam alterações na velocidade de condução nervosa, resultados compatíveis com áreas de desmielinização. A análise do líquido cefalorraquidiano encontra-se alterada, com aumento da concentração de proteínas. O tratamento de primeira linha envolve a administração de imunoglobulina intravenosa, de corticóides ou a realização de plasmaferese. No caso dos doentes refratários a estas terapias, é possível obter algum benefício no uso de fármacos imunossupressores; porém, a sua efetividade ainda permanece em estudo. Apesar de constituir uma realidade clínica rara, a polineuropatia desmielinizante inflamatória crónica é uma neuropatia tratável e com bom prognóstico. No entanto, esta está frequentemente associada a dificuldades no seu tratamento, o que justifica a pertinência na realização de uma revisão bibliográfica acerca deste tema. Os objetivos desta monografia cursam com a realização de uma revisão do estado da arte da polineuropatia desmielinizante inflamatória crónica, nomeadamente ao nível da sua epidemiologia, etiologia, fisiopatologia, apresentação clínica e critérios de diagnóstico, assim como a sistematização das abordagens terapêuticas disponíveis. A metodologia utilizada para a realização desta monografia baseia-se numa revisão bibliográfica exaustiva da informação mais atual existente sobre o tema polineuropatia desmielinizante inflamatória crónica nas bases de dados Pubmed, B-on, o motor de busca Google Académico e em livros de referência da área da neurologia.
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